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Movimentos Sociais ganham espaço em Amor & Sexo

Por Thamiris Lucia

A Globo apresenta um programa por temporada que se chama “Amor & Sexo”, transmitido nas quintas à noite (23:00hs). É um programa repleto de assuntos para mostrar que conseguimos viver em uma sociedade sem preconceito e ele é muito importante, pois ao acompanha-la, muitas pessoas conseguem entender de uma forma melhor as coisas apresentadas, pois cada episódio fala de assuntos diferentes. 

O programa é muito animado; eles tentam mostrar para o público como tudo não é um bicho de 7 cabeças e dá para entender tudo com muita animação, música e brincadeiras. Por ser um programa muito divertido, atrai muito mais espectadores.

O episódio que eu escolhi é um tema que na temporada passada já havia sido falado, como a Fernanda Lima que é apresentadora do programa, fala que novamente o programa volta para festejar no palco a luta pelo orgulho LGBT no Brasil, uma luta onde nem as purpurinas e lantejoulas escondem as mortes e os hematomas que a violência do preconceito e da discriminação deixaram e ainda deixam nessa comunidade, uma luta que pertence a todos que acreditam em uma sociedade em favor da igualdade de direitos civis, liberdade, diversidade, paz e do amor.

O programa fala da identidade de gênero, discriminação e orientação sexual. Fernanda Lima explica que o sexo biológico é aquele no qual você nasce, a identidade de gênero é cultural, o ser humano pode ou não se identificar com o sexo determinado biologicamente.

Isso não é de hoje, não é coisa de moda, isso não é papo do “Amor & Sexo”. Essa diversidade sempre existiu ao longo de toda a nossa história; A diferença é que hoje as pessoas não precisam viver escondidas ou frustradas por não poderem ser o que se sentem de verdade, o mundo vem mudando ouvindo outras vozes, afinando pensamento e multiplicando a possibilidade de viver em plenitude, e ainda há muito o que mudar, o único problema e o “Amor & Sexo” tratar com muita naturalidade as coisas como se tudo acontecesse como teria que acontecer na nossa sociedade patriarcal, porem existem muitos homofóbicos no mundo e isso é uma coisa que demora muito a ser mudado porque nem sempre a sociedade anda para frente, pois sempre regride um pouco, mas sempre temos esperança que um dia vai mudar, pois os grupos de feministas e os LGTS sempre estão lutando com todas as suas forças para que aconteça essa mudança sempre para melhor. Mas nem sempre temos que julgar todo mundo, por mais que as informações estejam sendo bombardeadas na internet e tendo espaços na TV, temos que ter muito cuidado em separar as pessoas que não entendem do assunto com as pessoas preconceituosas e por isso temos que separar a desinformação do preconceito.

Com os temas falados no programa sobre identidade de gênero, discriminação e orientação sexual, com as dinâmicas usada para o público entender bem sobre o assunto para ficar tão natural, com músicas, performance para ter uma animação e não deixar que o assunto seja cansativo para os leigos. 
Com isso a Fernanda Lima fala como se fosse um lembrete que ninguém no programa está dizendo que agora tem que criar seu filho como uma menina ou sua filha como um menino, mas sim de um jeito que cada pessoa tenha a liberdade de ser o que ela é.

A minha crítica sobre o programa só se dá pelo dia que é transmitido, pois quem é trabalhador, que é a grande massa de pessoas não tem condições de assistir esse programa, pois tem que acordar cedo no outro dia para trabalhar e por conta disso muitas pessoas não assistem o programa por falta de tempo. Pois, se a classe trabalhadora, que é a massa da sociedade conseguisse assistir esse programa, muitos teriam um olhar mais aberto perante a sociedade, pois o programa é muito bem elaborado, e muito rico em conteúdo e eles fazem de tudo para transferir o conteúdo com muita naturalidade.

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